Moradora denuncia falta de médicos em UPA de Tocantinópolis e caso termina na delegacia

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Um episódio registrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas) de Tocantinópolis levantou críticas à condução do poder público e das forças de segurança diante de situações envolvendo serviços essenciais. A moradora Dane Oliveira afirma que buscou atendimento diversas vezes para o sobrinho, um bebê de apenas seis meses, sem conseguir resposta efetiva para o problema de saúde da criança.

De acordo com o relato, ao longo de cerca de 20 dias ela teria ido ao local ao menos seis vezes. Na tentativa mais recente, encontrou pacientes aguardando atendimento enquanto, segundo ela, não havia médicos prestando assistência naquele momento.

Indignada com a situação, Dane gravou imagens dentro da unidade mostrando consultórios vazios e a área de espera cheia. O vídeo começou a circular nas redes sociais e provocou questionamentos sobre o funcionamento da unidade e a presença de profissionais escalados para o plantão.

Após a gravação, um médico teria acionado a Polícia Militar. A mulher foi encaminhada à delegacia sob acusação de desacato. Testemunhas afirmam que houve uso de força durante a abordagem. Para deixar a unidade policial, Dane precisou pagar fiança no valor de um salário mínimo.

O caso reacendeu discussões sobre o direito da população de registrar possíveis falhas em serviços públicos e cobrar providências, além da forma como autoridades devem agir em momentos de conflito.

Especialistas destacam que usuários do sistema público de saúde têm direito a atendimento adequado e acesso à informação, conforme previsto na legislação brasileira. A eventual ausência de profissionais em unidades de urgência pode caracterizar falha administrativa e precisa ser investigada pelos órgãos responsáveis.

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Tocantinópolis ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio, nem esclarecido a escala médica do dia citado.

O que diz a Polícia Militar

NOTA À IMPRENSA

Assunto: Atendimento de ocorrência na UPA de TocantinópolisPalmas, 28 de abril de 2026A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informa que foi acionada, na noite de segunda-feira (27), para atender a uma ocorrência de desordem nas dependências da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tocantinópolis.

No local, conforme relato de profissionais de saúde, uma mulher apresentava comportamento alterado, tendo adentrado consultório em atendimento, proferido ameaças e causado perturbação no funcionamento da unidade. A situação teria ocorrido enquanto aguardava atendimento médico para uma criança sob sua responsabilidade.A equipe policial realizou tentativa de verbalização, orientando a envolvida quanto às implicações legais de sua conduta.

Diante da resistência às ordens legais e da continuidade do comportamento, foi necessária a contenção e condução da mulher, visando resguardar a integridade dos presentes e da própria conduzida.Durante a condução, houve resistência ativa, sendo a mulher contida e encaminhada à Central de Atendimento da Polícia Civil em Tocantinópolis, onde o caso foi apresentado à autoridade competente para as providências legais cabíveis.

A Polícia Militar do Tocantins ressalta que atua mediante acionamento e dentro dos limites legais, com o objetivo de preservar a ordem pública e garantir a segurança de profissionais e usuários dos serviços essenciais.

Polícia Militar do Tocantins.

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