UFNT promove nova edição do Volta ao Mundo e Jornada de Capoeira com foco em identidade, território e protagonismo feminino

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Nos dias 12 e 13 de junho, o Campus Cimba da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) recebe a terceira edição do evento Volta ao Mundo, que reúne a IV Jornada de Estudos Caribenhos e a III Jornada de Capoeira da UFNT.

A programação propõe debates sobre identidade, territorialidade, cultura e práticas de resistência, articulando diferentes formas de produção de conhecimento dentro e fora da universidade.A abertura acontece na sexta-feira (12), às 19h, no Anfiteatro do Bloco G, com a palestra “Territorialidades específicas e identidade: cartografia social como instrumento de luta”, ministrada pelo professor Alfredo Wagner.

O tema dialoga com discussões atuais sobre direitos territoriais, reconhecimento de comunidades tradicionais e a importância da produção coletiva do conhecimento como ferramenta política.Ainda na sexta-feira, a programação segue com o encontro cultural “Viva o Caribe La Fiesta”, promovendo a aproximação entre diferentes expressões culturais latino-americanas e caribenhas.

No sábado (13), a Jornada de Capoeira ganha destaque com uma programação voltada exclusivamente para mulheres. O encontro propõe uma roda de conversa sobre a presença feminina na capoeira e busca ampliar o debate sobre os desafios, experiências e possibilidades de atuação das mulheres dentro desse espaço historicamente marcado por relações de poder e disputas de representação.

A iniciativa não se restringe às praticantes da capoeira. A proposta é reunir mulheres de diferentes trajetórias para discutir o feminino na capoeira e também refletir sobre a própria capoeira a partir de perspectivas que muitas vezes permanecem à margem dos debates tradicionais.

O momento busca fortalecer o diálogo, a escuta e a construção coletiva de experiências.Mais do que uma atividade esportiva ou cultural, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural e como uma prática que reúne memória, resistência e identidade.

Nesse sentido, discutir a participação das mulheres significa também questionar desigualdades históricas e ampliar espaços de protagonismo dentro da manifestação.

Ao unir estudos acadêmicos, intercâmbio cultural e debates sobre gênero, o Volta ao Mundo reafirma o papel da universidade como espaço de produção de conhecimento conectado às demandas sociais.

Em um contexto marcado por disputas em torno da memória, da cultura e dos direitos coletivos, eventos como este contribuem para fortalecer reflexões críticas sobre pertencimento, diversidade e participação social.

A programação é aberta ao público e conta com apoio de instituições e projetos voltados à promoção da cultura, da pesquisa e da extensão universitária.

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