Mais de 49 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de crime no Tocantins ao longo de 2025, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Os números mostram que a violência contra a mulher permanece como um problema presente em todas as regiões do Estado e reforçam a necessidade de ampliar ações de conscientização. Neste contexto, com o foco de discutir o tema entre os colaboradores e fortalecer uma cultura de respeito e prevenção, o Sebrae Tocantins inseriu à campanha Agosto Lilás na programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT),
A iniciativa tem como objetivo sensibilizar os empregados sobre a importância da prevenção, do acolhimento às vítimas e do fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A ação também reforça que a construção de ambientes organizacionais seguros envolve o respeito aos direitos humanos e a promoção de uma cultura de paz.
O cenário também preocupa em relação aos feminicídios. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins registrou 20 feminicídios em 2025, um crescimento de 52,8% em comparação ao ano anterior. Com taxa de 2,5 casos para cada 100 mil mulheres, o Estado figura entre os que apresentam os maiores índices desse tipo de crime no País.
Instituído em referência à sanção da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, o Agosto Lilás mobiliza instituições públicas, empresas e organizações da sociedade civil para ampliar a conscientização sobre a violência de gênero e incentivar a denúncia.
Para a gerente do Sebrae Tocantins, Vera Lúcia Braga, abordar o tema durante a SIPAT reforça que a prevenção no ambiente de trabalho também envolve o cuidado com as pessoas para que elas, consequentemente, tenham relações mais saudáveis. “Ao iInserir o Agosto Lilás nessa programação significa ampliar esse olhar para uma realidade que ultrapassa os limites do ambiente doméstico e produz impactos na vida profissional, na saúde emocional e na autonomia das mulheres. Nesta direção, o Sebrae reafirma seu compromisso com a construção de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito, pela prevenção e pela valorização da vida, além de contribuir para disseminar informação e fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirma.
















