O Tocantins ficou entre os estados com menor número de trabalhadores resgatados em ações de combate ao trabalho análogo à escravidão em 2025
Conforme levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na terça-feira, 28, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O Tocantins aparece entre os estados com o menor volume de trabalhadores resgatados em operações de enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão em 2025.
Com base nos dados oficiais, o Tocantins realizou o resgate de 7 trabalhadores encontrados nessas condições ao longo do ano. Essas estatísticas foram classificadas nas ultimas posições do ranking nacional, à frente apenas de estados como Rondônia (5), Roraima (5), Amazonas (4), Santa Catarina (4), Rio Grande do Norte (2), Sergipe (1), além de Alagoas e Amapá, que não tiveram registros de resgates.
No total do país, 2.772 trabalhadores foram resgatados em 1.594 ações de fiscalização, com pagamento superior a R$ 9 milhões em verbas rescisórias. Os estados com mais resgates foram Mato Grosso (607), Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Já São Paulo liderou em número de operações (215), seguido por Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Aproximadamente 48 mil pessoas tiveram direitos trabalhistas assegurados independentemente da configuração de trabalho escravo.
O perfil das ocorrências apresentou uma mudança significativa: em 2025, 68% dos resgates ocorreram em áreas urbanas, superando pela primeira vez o cenário rural predominante em anos anteriores. Os setores com maior número de trabalhadores resgatados incluem obras de alvenaria, administração pública, construção de edifícios, cultivo de café e extração de pedras e materiais para construção. Conforme o MTE, os resgatados têm direito ao Seguro-Desemprego (três parcelas de um salário mínimo), além de encaminhamento a assistência social e outras políticas públicas. As fiscalizações contam com atuação integrada de órgãos como Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
É possível denunciar casos de trabalho análogo à escravidão de forma anônima pelo Sistema Ipê, pelo telefone 158 ou por meio do Disque 100.

















