A Epidemia Silenciosa que Começa em Casa
Por Silene Borges/Da Redação lidertocantins.br
Nos últimos anos, observamos um fenômeno alarmante: jovens cada vez mais cedo se “embrenham na escuridão” do álcool. O que muitas famílias não percebem é que, frequentemente, essa jornada perigosa não começa em festas distantes ou com “más companhias”, mas sim dentro dos próprios lares, através dos hábitos sociais normalizados pelos adultos.
O Álcool Não é Uma “Droga dos Outros” – É a Droga Legalizada Dentro de Casa
O primeiro passo para proteger nossos filhos é desconstruir a hierarquia ilusória das drogas. O álcool é uma substância psicoativa que:
· Altera a personalidade e o julgamento
· Reduz as inibições e aumenta a agressividade
· Cria dependência química e psicológica
· Está diretamente associada a violência, acidentes e mortes
Quando servimos álcool em casa como parte de “eventos especiais”, estamos ensinando aos jovens que alterar a consciência com substâncias é uma forma aceitável – até desejável – de celebrar, relaxar ou socializar.
Os Hábitos Sociais dos Pais: O Modelo que Fala Mais Alto
Reflita sobre estas questões:
- Vocês celebram todas as conquistas com álcool?
- O “drink após o trabalho” é um ritual diário?
- As reuniões familiares giram em torno da bebida?
- Usam expressões como “preciso de uma taça” para lidar com o estresse?
Esses comportamentos modelam para os jovens que o álcool é necessário para:
· Socializar adequadamente
· Lidar com emoções difíceis
· Marcar momentos importantes
· Pertencer ao mundo adulto
Como os Pais Podem Agir Prevenivamente
- Eduque-se Primeiro
Entenda que o álcool é uma droga, ponto final. Informe-se sobre seus efeitos no cérebro adolescente (que continua se desenvolvendo até os 25 anos), mais vulnerável a danos permanentes.
- Reavalie Seus Próprios Hábitos
· Diversifique os rituais: Crie celebrações sem álcool
· Desvincule socialização e bebida: Mostre que é possível se divertir, conversar e relaxar sem substâncias
· Fale sobre suas escolhas: “Hoje não vou beber porque quero estar presente” é uma poderosa mensagem
- Converse de Forma Clara e Não-Hipócrita
Em vez do clichê “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, adote uma postura honesta:
· “Eu bebo socialmente, mas sei dos riscos. Vamos conversar sobre isso?”
· “O cérebro adolescente é mais vulnerável que o meu”
· “Eu cometi erros quando jovem que você não precisa repetir”
- Ofereça Alternativas de Socialização
Proponha e incentive atividades que não giram em torno do álcool: esportes, jogos, projetos criativos, voluntariado.
















