Fernando Abreu Miranda, após se aprovado no curso de medicina na UFT deve se mudar para Palmas no final de fevereiro pouco antes das aulas da universidade começarem. Para se manter na cidade, o jovem de 17 anos pretende recorrer a um auxilio permanência. Ele descreveu esse cenário como período de “vacas magras” referente ao tempo que o curso requer e aos altos custos na cidade, que são altos.
“Está sendo assim um pouco puxado, porque a família é de baixa renda e vai ter que sofrer muito. E vão ser anos de vacas magras. Tem um auxílio alimentação na faculdade, tem almoço, tem janta, é muito bom. Vi também sobre um vale transporte que tem da Prefeitura de Palmas e eu tentei lá, só que até agora não obtive resposta. E também tem auxílio que a gente recebe, que é um incentivo para estudantes de universidades federais”, contou ao g1.
Sobre o jovem
O estudante foi aprovado para o curso de medicina na UFT no último processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). De modo anterior, o jovem queria cursar farmácia, no período das inscrições resolveu tentar medicina.
O jovem mantinham um rotina rigorosa entre os estudos e o trabalho com o pai na roça. Para conciliar todos os conteúdos ele relatou estudar ate 10 horas por dia.
A previsão é que ele chegue na capital dia 22 de fevereiro, e manterá a moradia temporária na casa de sua prima, mas com o objetivo de achar um local próximo a universidade para morar durante os estudos.
“Vou ficar com a minha prima por alguns dias até eu me acostumar com a cidade. Depois, eu vou caçar algum aluguel próximo à faculdade. Pelo que eu vi é muito difícil achar alguma casa ou kitnet para alugar. E é muito caro o aluguel. Vou morar sozinho ou com a minha prima por um tempo, mas depois eu vou morar sozinho após algum tempo”, explicou para o g1.
Medicina por ”acaso”
O estudante, que mora em Itaporã, conferiu o resultado durante a madrugada após uma queda de energia causada por uma forte chuva. Quando percebeu que a luz havia voltado, decidiu verificar a lista do Sisu e foi surpreendido com a aprovação.
De acordo com o estudante, a trajetória até a aprovação começou em dezembro de 2024 e seguiu até a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em novembro de 2025. Fernando se organizou por conta própria para conseguir se dedicar a todas as disciplinas.
Além da rotina de trabalho, Fernando também precisou conciliar as viagens intermunicipais entre Itaporã e Colinas do Tocantins, onde estudava. Diariamente, ele percorria cerca de 20 km para cursar o ensino médio em um colégio militar.
O único investimento que fez foi em aulas particulares de redação. Já a organização e o foco nos estudos vieram totalmente dele.
Referencia: G1 Tocantins.
















