Prisões aconteceram após depoimentosA Polícia Civil prendeu, na noite desta quarta-feira (13), a madrasta e a avó paterna do menino de 11 anos encontrado morto com sinais de tortura no Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo.As duas mulheres são suspeitas de participação no caso e foram detidas após admitirem que sabiam da situação de maus-tratos e da privação de liberdade da criança dentro da própria casa.
Criança era mantida acorrentada
Segundo as investigações, o menino, identificado como Kratos Douglas, era mantido preso por correntes de metal amarradas ao pé da cama.A madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, e a avó paterna, Aparecida Gonçalves, afirmaram em depoimento que tinham conhecimento da prática. Elas alegaram que a medida era usada para impedir que o garoto fugisse de casa.Ainda de acordo com a polícia, a própria madrasta relatou que a avó também ajudava a prender as correntes na criança.
Pai já havia sido preso
O pai do menino, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante na segunda-feira (11), após a descoberta do corpo da criança.A Secretaria de Segurança Pública informou que outros familiares que tinham conhecimento da situação também estavam sendo investigados.
Estado da criança chocou equipes de resgate
O corpo do garoto foi encontrado por equipes do SAMU ao lado da cama, já sem vida.Segundo o boletim de ocorrência, a criança apresentava hematomas severos, marcas de agressão nos braços, pernas e mãos, além de extremidades arroxeadas e espuma na boca.As mulheres relataram à polícia que o menino estava debilitado e sem reação antes da chegada do socorro
Polícia investiga rotina de maus-tratos
A Polícia Civil apontou que o menino vivia sob intenso sofrimento físico e psicológico dentro da residência.Durante as buscas, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, imagens do sistema de câmeras da casa e a corrente utilizada para prender a vítima.O caso segue sendo investigado pelo 50º Distrito Policial do Itaim Paulista.















