Governo Wanderlei Barbosa manteve contrato milionário com entidade investigada por lavagem de dinheiro para o PCC

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A Polícia Civil de São Paulo investiga a Renapsi, entidade que mantém um contrato de mais de R$ 107 milhões com o governo do Tocantins, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Mesmo cercada por auditorias, denúncias e suspeitas desde 2021, a entidade continuou recebendo milhões dos cofres públicos para administrar o programa Jovem Trabalhador.

O principal nome da investigação é Adair de Freitas Meira, fundador da Renapsi. Ele foi preso em Goiânia suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 30 milhões ligados ao crime organizado.Segundo a polícia, parte do dinheiro passava pelo Forte Bank, fintech apontada como usada pelo PCC para movimentações financeiras ilegais.

O banco tinha endereço registrado em Palmas. O operador apontado pela investigação é João Gabriel Iaoamaki, preso no Tocantins durante uma operação que apreendeu meia tonelada de cocaína.Mesmo antes da investigação criminal ganhar força, auditorias internas e o Tribunal de Contas já tinham apontado problemas graves no contrato da Renapsi com o governo do Tocantins.

Havia suspeitas de pagamentos para jovens “fantasmas” e falhas na fiscalização. Ainda assim, o contrato foi mantido e os repasses continuaram.O governador Wanderlei Barbosa não aparece, até agora, como investigado no caso da Renapsi ou da lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. Porém, o contrato milionário foi mantido durante a gestão dele, e o programa continuou recebendo dinheiro público mesmo com alertas e suspeitas já conhecidos dentro do próprio Estado.Além disso, Wanderlei Barbosa já responde a outras investigações.

A Polícia Federal realizou operações contra o governador por suspeitas de desvio de recursos públicos durante a pandemia, principalmente em contratos ligados à distribuição de cestas básicas. Em uma das decisões, o STJ chegou a afastá-lo do cargo. No meio de tudo isso, o governo do Tocantins afirma que o programa Jovem Trabalhador não é alvo da investigação de São Paulo e diz que os contratos seguiram critérios legais.

A Secretaria do Trabalho também declarou que não cabe ao Estado fiscalizar movimentações financeiras da entidade.Mas o fato é que uma entidade investigada por ligação com lavagem de dinheiro para o PCC conseguiu manter um contrato de mais de R$ 100 milhões com o governo do Tocantins mesmo depois de auditorias, denúncias e alertas oficiais. E ninguém interrompeu os pagamentos antes da polícia entrar no caso.

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